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Oi Lá no Céu!

O documentário, Oi Lá no Céu!, demonstra a relação entre o social-cotidiano dos tempos atuais e a importância da manutenção das tradições, tornando visíveis os elementos e vivências que se permeiam nesse universo musical. Apresenta o contexto sincrético das cantigas em relação aos movimentos da dança e à performance dos rituais. A construção civil é uma das principais atividades de sobrevivência dos componentes das congadas. As congadas de Atibaia podem ser entendidas como bailados guerreiros, documentativos de lutas. Na construção civil temos o encontro da água, da terra, da madeira, do ferro, elementos que se transformam pelas mãos dos trabalhadores: guerreiros no cotidiano. O simbolismo se apresenta no dia a dia e no momento máximo de celebração: as festas devocionais de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

Tema: CULTURA POPULAR

Tags: congada, cultura_popular, garatuja, sincretismo

Continuação: Parte 1 - Parte 2 - Parte 3

FICHA TÉCNICA

País: Brasil

Duração: 26'

Diretor: Rubens Xavier e Élsie da Costa

Produtor: Rubens Xavier

Ano: 2005

Montagem: Fernando Andrade

Som Direto: René Brasil

Fotografia: Aloysio Raulino

Trilha: Congadas de Atibaia

Festivais:
IV Festival Guaçuano de Vídeo

Filmografia do Diretor:
Diretor Assistente

* O Tronco (1999) (Longa-metragem)

Diretor

* A Guerra dos Vizinhos (2009) (Longa-metragem)

Ator/Atriz

* O Baiano Fantasma (1984) (Longa-metragem)

Outros Membros

* Veias e Vinhos - Uma História Brasileira (2006) (Longa-metragem), Assistente de direção
* O Baiano Fantasma (1984) (Longa-metragem), Assistente de produção
* O Homem que Virou Suco (1981) (Longa-metragem), Assistente de produção
* A Caminho das Índias (1979) (Longa-metragem)

Roteirista

* A Guerra dos Vizinhos (2009) (Longa-metragem)


Comentário do Diretor: Quem é este guerreiro que dança, canta e luta majestosamente nos dias de festa? Porque acordam, com seus tambores de madrugada, os que dormem sob o teto que eles construíram? Porque se trajam com fardas, fazendo-se lembrar oficiais? Se perguntarmos a eles, talvez não saibam responder. As respostas estão na ação em si, no discurso não verbal de todos os ritos, os do dia-a-dia, os da festa: momento máximo de celebração e constatação da sua existência perante a sociedade abastada. A quem se celebra o milagre da vida e se clama por justiça? Santos? Divindades? É S. Jorge? É Nossa Senhora? É S. Benedito?
Falar da congada é uma coisa. Falar do universo dos congadeiros, passa a ser uma outra coisa. Que vivências, sonora, poética e musical constroem essas congadas?
Discretamente, submersa sob o espesso manto da conversão ibérica, reinam: Ogum, Iemanjá, Oxum, Xangô, etc, os que emergem das profundezas da terra e os que pousam vindos do céu nas asas de cuitelinhos, canarinhos, periquitos, sanhacinhos, pombas brancas... Conscientemente? Inconscientemente? Não importa! Importa o que está vivo, onde está vivo, como está vivo. Afinal, quem pode ser o Capitão, o General, o embaixador ou o rei?

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